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Entrevista a Duarte Félix da Costa
 
Duarte Félix da Costa (Seat Leon Supercopa) chega à última ronda do PTCC – Campeonato de Portugal de Circuitos na segunda posição da tabela, porém, ainda em condições de lutar pelo título absoluto na última jornada no Autódromo Internacional do Algarve que se realiza no fim-de-semana de 7 e 8 de Novembro. Os nove pontos de desvantagem face a José Pedro Fontes (BMW) não desanimam o piloto de Cascais que de tudo fará para recuperar a margem perdida.

1. Quais as ambições para esta derradeira jornada do PTCC?

A ambição é igual a todas as outras provas, que passa sempre por lutar pela vitória. Sabemos que o Algarve é uma pista em que os BMW estão em clara vantagem, mas sendo a última prova e estando a discussão do título ainda em aberto, acredito que podemos ter uma palavra a dizer, principalmente se a chuva marcar presença.

2. Começou na frente do Campeonato, o que correu mal para ter sido forçado a ceder o topo da tabela?

Começamos realmente muito bem, com vitórias no Estoril e Braga e a meio da temporada liderávamos o campeonato, mas depois tivemos uma fase menos boa, onde problemas mecânicos não nos permitiram continuar na frente. Na segunda passagem pelo Estoril venci a primeira corrida e fui penalizado para terceiro. Na segunda corrida do Estoril quando seguia em terceiro um problema na bomba de gasolina obrigou-me a abandonar. Na Boavista também não correu bem, larguei da ‘pole position’ para a segunda corrida e a vitória estava perfeitamente ao nosso alcance mas um problema eléctrico não me permitiu vencer. Depois em Vila Real o acidente na largada com o Zé Pedro Fontes dificultou o fim-de-semana, obrigando-me a largar de último para a segunda corrida, onde recuperei até quarto. Portanto, analisando friamente podíamos estar na frente do campeonato, mas as corridas são mesmo assim e agora há que pensar na última prova em Portimão.

3. Considera ter condições para vencer o Campeonato?

O título da categoria 2 já é meu, independentemente do que aconteça em Portimão. No que diz respeito ao título absoluto considero que será difícil recuperar nove pontos quando estão 20 em disputa, mas, por outro lado, tenho muita confiança na minha equipa Bastos Sport e acredito muito no nosso valor, isto além de que a pressão está do lado do Zé Pedro, portanto tudo é possível.

4. Acha que os Seat Leon estão em desvantagem face aos S2000?

Não só acredito como é um facto que, independentemente de ser um BMW, Chevrolet ou Seat, os carros da categoria S2000 são mais rápidos, pois são carros concebidos totalmente para competição, o que não acontece nos carros da categoria 2 (Seat Supercopa) que são carros desenvolvidos para competição. Além de que, ao contrário dos meus adversários directos que são apoiados pelas marcas que representam, a Seat não me oferece qualquer apoio técnico pelo que somos no fundo uma equipa 100% privada. No entanto tento não pensar muito nisso e trabalhar em conjunto com a equipa para tentar superá-los, o que já aconteceu várias vezes este ano.

5. Qual a receita para ser bem sucedido no Algarve?

A receita é primeiro que tudo garantir um lugar na primeira fila da grelha e assumir desde logo a liderança na corrida. Depois, naturalmente não dependendo apenas de mim, terei que esperar que o Zé Pedro tenha um fim-de-semana menos positivo. O ideal seria vencer a primeira corrida e irmos para a segunda discutir o título.

6. Vamos ter um Duarte a dar o tudo por tudo para vencer o Campeonato?

Claro que sim, além de acreditar muito em mim e na equipa, vou dar tudo por tudo e posso garantir que enquanto houver possibilidades vou estar na máxima força. Isto a juntar ao facto de gostar muito do traçado e de a chuva poder aparecer, faz-me partir muito motivado para esta última prova.

7. O PTCC mantém-se nos seus horizontes para 2010?

Para já, temos várias propostas para 2010, mas muito sinceramente ainda não temos uma ideia definida, pois tenho estado muito concentrado no futuro do meu irmão António para 2010. Ainda assim, das conversas que temos mantido com algumas equipas há várias possibilidades em cima da mesa e estamos a trabalhar em conjunto com os meus ‘sponsors’ para dar o melhor seguimento à minha carreira. Se o PTCC é ou não o futuro, o tempo o dirá, mas como piloto profissional tenho de pensar numa carreira Internacional, pois o automobilismo Nacional não está ao nível que todos desejaríamos, apesar da competitividade do PTCC este ano, com vários vencedores diferentes e da discussão do título com o Zé Pedro estar ao rubro.
 
 
 
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  ABSOLUTO  
JOSÉ MONROY 102
ANTÓNIO SILVA 56
NUNO BATISTA 56
ANTÓNIO COSTA 43
MIGUEL FONTES 32
CÉSAR MACHADO 24
  CATEGORIA 1  
ANTÓNIO SILVA 55
  CATEGORIA 2  
NUNO BATISTA 43
MONTEIRO DA COSTA 32
FÁBIO MOTA

13

  CATEGORIA 3  
MIGUEL FONTES 36
CÉSAR MACHADO 30
PEDRO MARREIROS 14
  CATEGORIA 4  
JOSÉ MONROY 66

 JÚNIOR

 
ANTÓNIO COSTA 38
MIGUEL FONTES 32
CÉSAR MACHADO 24

 
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